terça-feira, 14 de outubro de 2014

DAR A DUNGA, O QUE É DE DUNGA!


Ao ser anunciado como novo treinador da Seleção, Dunga não era, nem de longe, o preferido do povo brasileiro.

Em nenhum momento, pensei nele como treinador da seleção novamente.

Não pelo trabalho realizado na vez anterior.

Dunga teve um desempenho superior ao de muitos treinadores campeões do mundo pela seleção.

Porém, na Copa do Mundo, ele falhou.

Ao manter o grupo que vinha sendo convocado, deixando de dar experiência a jogadores, como Pato, Ganso e Neymar.

Além da guerra declarada a imprensa.

No seu retorno, Dunga convocou aqueles jogadores que foram fiéis a ele no primeiro período.

Nos dois primeiros jogos, duas vitórias magras, porém importantes para levantar a auto-estima do grupo humilhado na Copa do mundo em casa.

Nova convocação e uma escalação mais leve para enfrentar os hermanos.

Mais uma vitória convincente.

Hoje, o adversário não era lá essas coisas.

E daí?

Justamente por isso, o Brasil deveria golear e assim o fez.

Com show de Neymar, que fez os 4 gols brasileiros na partida.

Mas o maior responsável pela vitória foi Dunga.

Repetiu a escalação do jogo contra a Argentina e quando já vencia por 2 a 0, fez uma substituição que mostrou que pode sim, jogar pra cima do adversário para aumentar o placar, sem descuidar do sistema defensivo.

O Brasil terminou a partida com apenas um volante de contenção, mas que sabe jogar bola (Souza), 3 meias ofensivos (Kaká, Phellipe Coutinho e Éverton Ribeiro) e 2 atacantes de velocidade (Neymar e Robinho).

Em poucos minutos, ampliou o marcador para 4 a 0 e manteve intacta sua defesa.

Nos 4 jogos do novo comando de Dunga, o Brasil marcou 8 gols e não sofreu nenhum.

Temos que dar a César, o que é de César.

Ou melhor, temos que dar a Dunga, o que é de Dunga!

Abraços!

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