segunda-feira, 25 de maio de 2015

A DANÇA DAS CADEIRAS CONTINUA...


Há anos o futebol brasileiro tenta se transformar no padrão europeu para melhorar a qualidade do certame aqui jogado.

Mas isso está longe de acontecer em Terras Brasilis.

O grande problema é a diferença cultural existente entre o Velho Continente e o nosso país.

Lá, os dados estatísticos, o coletivo e a manutenção da filosofia do clube são mais importantes do que os resultados propriamente ditos.

No Brasil, o segundo lugar é o primeiro derrotado.

Não vale de nada.

Mesmo que dê vaga na Libertadores, o torcedor não quer saber.

O que importa é o título.

E quando o resultado não aparece, a cabeça do treinador é a primeira a ser pedida.

Pode ser o treinador pentacampeão do mundo, a aposta da diretoria ou o maior vencedor de campeonatos nacionais.

Não rendeu, rua!

E assim, os projetos ficam pelo meio do caminho.

Talvez, os maiores responsáveis pelas péssimas campanhas nem sejam os técnicos.

Para mim, os grandes culpados são os jogadores.

Mas é mais fácil mudar uma peça do que o elenco inteiro.

Então bota na conta do professor.

E assim, o futebol brasileiro mantém a sua escrita de uma demissão de treinador por rodada.

A dança das cadeiras continua...

Quem será o próximo?

Abraços!

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