A bola não entra por acaso!
O livro de cabeceira de 11 dentre 10 diretorias de futebol dos clubes brasileiros, escrito por um membro importante da diretoria do Barcelona, foi a pedra fundamental para que a Chapa Azul administrasse o Flamengo ao longo desses 2 anos e meio.
E administrativamente, eles estão realmente fazendo um excelente trabalho.
De longe, a melhor diretoria de futebol brasileiro dos últimos tempos.
No entanto, ao seguir os ensinamentos descritos no livro, a Chapa Azul se esqueceu de uma parte muito importante.
Assim como o tão elogiado Barcelona, o Mengão não é qualquer clube.
É o maior time do Brasil e um dos maiores do Mundo.
E possui uma característica muito similar aos poucos espanhóis.
Experimente analisar o Barcelona dos últimos 10 ou 15 anos.
O único ano que o clube não ganhou nada nesse período, foi quando o seu treinador não era um Culé.
O argentino Tata Martino, com um time recheado de craques, não ganhou nem a SuperCopa da Espanha.
Esse ano, com um "prata da casa" no comando, o Barça fez barba, cabelo e bigode.
Agora, analise o Flamengo.
Das grandes conquistas, do clube nos últimos 30 anos, quem estava no comando da equipe?
Rapidamente, 3 nomes me vêm à cabeça:
O saudoso Carlinhos, Andrade e Jayme de Almeida.
Todos prata da casa.
Não adianta ter bons trabalhos ou ter um currículo de dar inveja.
Pra treinar o Fla, o cara, antes de mais nada, precisa ser Flamengo.
O Flamenguista coloca o Mengão sempre em primeiro lugar.
Para nós, o que importa é ver a Nação feliz.
Depois pensamos na gente.
Vocês podem até questionar, mas e o Luxa não é Flamengo?
Mas para ele, o Flamengo não é mais importante do que a sua pessoa.
Já para aqueles outros 3 "ídolos", a maior vaidade deles é ver o Fla ganhar como disse na sua despedidao, Ronaldo Angelim.
Presidente Bandeira, chega de Cristóvãos, Oswaldos e Manos.
Traga para o departamento de futebol, Andrade, Adílio, Jayme, Uri Geller e tantos outros craques que honram a história rubro-negra.
Coloque Fábio Luciano, Petkovic ou Leonardo para executivo de futebol.
E verá presidente, que realmente a bola não entra e nem nunca entrou por acaso.
Abraços!
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