sexta-feira, 6 de julho de 2018

NÃO ERA PRA SER ASSIM!

                                          (Foto: FIFA)

O sonho do Hexa acabou.

A seleção brasileira não jogou mal, mas não foi se quer a seleção que encantou o mundo nas eliminatórias e que vinha de uma bela atuação contra o México.

Digo coletivamente.

Individualmente, com exceção da dupla de zaga e o Douglas Costa que entrou no segundo tempo, o Brasil não foi nem de longe o que nós esperávamos.

Talvez, a auto-confiança e o peso da camisa atrapalharam nesse momento.

A convicção do treinador ou a teimosia do mesmo também colaborou muito para essa eliminação.

Isso não quer dizer que ele deva sair ou que ele é ruim.

Apenas, inexperiente.

Não jogou nenhuma competição com a seleção desde que assumiu e isso pesa.

Seleção brasileira deve jogar quem está melhor e não o nome.

Embora entenda que alguns jogadores, pela importância, tenham algumas "sobrevidas".

O mais engraçado é que o Tite começou a Copa do Mundo dando a impressão ao grupo que não teríamos ninguém insubstituível, quando trocou Marquinhos por Thiago Silva e Fagner por Danilo.

Mas daí acabaram-se as trocas.

Todas as Copas do Mundo mostram que o time campeão não começa com os mesmos 11 que terminam.

Por vários fatores.

Sentiu a pressão, volta de contusão, não está 100% fisicamente e outros aspectos que devem sim interferir na hora de escolher os melhores para por em campo.

Lembrai-vos de 94 e 2002.

Em 94, Raí era o Capitão e 10 da seleção, não rendeu foi pro banco.

Leonardo era o titular da lateral esquerda, foi expulso e Branco assumiu a lateral e foi fundamental pra conquista, principalmente contra os holandeses.

Em 2002, Kleberson e Gilberto Silva eram "desconhecidos" até para o torcedor brasileiro e terminaram titulares e com grandes atuações.

O esquema não deu certo.

O nosso astro, infelizmente não estava recuperado fisicamente.

Isso também não pode ser desculpa.

A Bélgica foi perfeita taticamente e deu sorte de marcar seu gol no início do jogo.

O gol desestabilizou o Brasil que deu espaço pra talentosíssima geração belga.

Tomar o segundo gol foi um balde de água fria.

Corremos atrás do prejuízo e conseguimos diminuir o placar.

Mas não foi suficiente.

Não era pra ser assim.

No entanto, foi.

Que venha 2022!

Abraços,

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